Buenas, pessoal!
A noite em Tio Hugo, no Hotel "Sou do Sul", foi das melhores! Como o quarto estava voltado para os fundos, ou seja, o trânsito da BR-386 não nos importunava, pudemos dormir com a janela aberta sem ouvirmos barulho algum vindo da rua. Quando terminei de redigir a postagem do blog do dia 02/01 e retornei ao quarto, os guris dormiam profundamente. Exaustos.
Hoje de manhã, bem em frente ao hotel, vimos o primeiro acidente de trânsito. O motorista da carreta que aparece na foto dormiu na direção, e acabou saindo da estrada. Fazia apenas 1 hora que tinha acontecido. Acordou na marra, a criatura.
E para quem curte muito as belezas dessas percorridas, como eu, qualquer parada na beira da estrada é motivo para um olhar perdigueiro. Encontrar flores entre as capoeiras é ver a obra de Deus nos lugares mais simples e despretensiosos.
Falando em Deus, me lembrei de comentar: em todos os dias, ao ingressarmos na estrada, fazemos o sinal da cruz, rezamos um Pai-Nosso e uma Ave-Maria e pedimos bênçãos e proteção na nossa jornada. Certamente Eles estão olhando por nós...
Já na reta final da nossa pedalada, com a foto abaixo quero deixar registrado a profunda admiração que tenho pela amizade que une esses dois guris, o Paulo Augusto e o Luiz Eduardo. Primos-irmãos nascidos com apenas 23 dias de diferença, embora fisicamente totalmente diferentes, nutrem uma amizade recíproca invejável. Brigam como quaisquer amigos, mas em instantes já estão zoando entre si, e foram a companhia um do outro nesses dias de jornada ciclística. É realmente admirável a cumplicidade e a confiança recíproca. Cartada certeira a minha de convidar o Luiz Eduardo para pedalar conosco - modéstia à parte.
No caminho entre Tio Hugo e Marques de Souza (nossa parada de hoje), antes de iniciarmos a forte descida em Pouso Novo, encontramos um colecionador de automóveis antigos. Ah, não resisti à tentação de fotografar um VW 4 portas 1969, um Maverick 6 canecos e um Dodge Dart!
A descida da serra de Pouso Novo foi veloz e emocionante. Conseguimos acompanhar sem problemas o fluxo dos veículos, despencando lomba abaixo a 60 km/h. Quando, no último trecho, soltamos os freios totalmente, minha bicicleta chegou rapidamente a 67 km/h. Se tivesse liberado a descida desde o cimo do cerro, certamente teríamos atingido 80 km/h. Mas a cautela adotada na primeira parte da descida permitiu adequado controle das bicicletas.
E após uma longa pedalada de 100 km, em um dia de calor intenso, resolvemos abrir mão de percorrer mais 30 km até Lajeado e acabamos ficando em Marques de Souza novamente.
Oportunidade para finalmente montarmos o primeiro acampamento da viagem, já que o programa foi totalmente alterado por conta da chuva intensa que caiu desde nossa largada, no dia 26/12. O lugar escolhido foi novamente o Camping das Pedras, mas desta vez o banho de rio foi restringido: tanta água descendo dos morros elevou o nível do Rio Fão, e os guris tiveram que se contentar em banhar-se bem próximos à margem. Agora, que o lugar é digno de ser conhecido, por quem gosta de natureza, sossego, sombra, água de vertente e silêncio, ah, disso não tenho a menor dúvida.
Fui conferir, no velocímetro da bicicleta do Luiz Eduardo, a distância percorrida até hoje: já são 751 km desde a largada no dia 26/12. Que alegria até agora estar dando tudo certo, todos bem fisicamente, as bicicletas sem maiores problemas, realmente será uma viagem inesquecível. Só está faltando a companhia do César, nosso velocista subidor de lombas, que deu um laço em nós em termos de preparo físico, e que foi, nos cinco dias em que esteve conosco, o melhor dos parceiros de jornada.
Bait'abraço!
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