sábado, 27 de dezembro de 2014

27/12/14 - sábado - 2º dia

Buenas, pessoal!
Acordamos às 05h da manhã, no Camping das Pedras, em Marques de Souza, com o mundo acabando em água! Uma chuva torrencial desabava sobre a região. Carregamos os alforjes das bicicletas, desmontamos o acampamento improvisado na garagem de uma cabana do camping e às 06h estávamos prontos para partir. Mas chovia tanto que adiamos por duas vezes a largada. Às 06h30min, contudo, o César pegou sua bicicleta, nos deu "tchau" e mergulhou naquele aguaceiro. Homem de coragem aquele. Que remédio senão enfrentar a tormenta também? Ligamos os sinalizadores, colocamos os jalecos laranjas, e seja-o-que-Deus-quiser! Nem tínhamos atravessado a área do camping já estávamos totalmente encharcados por obra daquela chuva gelada.
E o grande desafio do dia nos aguardava a apenas 02 km após a partida: um aclive de 09 km nos levou do pé da serra ao altiplano riograndense, a 700 metros de altitude. Uma estupidez de subida, sem folga. E batendo água! O César, o mais bem preparado fisicamente do quarteto, aos poucos foi desaparecendo nas curvas da serra, seguido pelo Luiz Eduardo. O Paulo Augusto e eu fomos ficando para trás. Mais de 1 hora depois de iniciarmos aquela subida feroz, todos nos reagrupamos na entrada da cidade de Pouso Novo.
Eu, sozinho, na rabeira do pelotão, dei-me ao tempo de fotografar o vale. É bonito uma coisa por demais!
 

Alguns quilômetros mais à frente, logo depois de passarmos o aglomerado urbano de São José do Herval, nos preparamos para outra subida, que nos levou até o acesso de Fontoura Xavier. Mais 4 km de esforço e concentração. E vá chuva!


Almoçamos em Vila Assis, e nos demos ao tempo de tentar um cochilo num abrigo ao lado do restaurante. Mas havia tantas moscas no local, e o vento guasqueado incomodava de tal forma, que antecipamos o retorno à pedalada.
Pois esse mesmo vento foi o tempero que faltava para um dia tão difícil: começou a soprar do noroeste, exatamente para onde estávamos indo. Na pinha! Nas subidas, a velocidade caía para 6, 7 km/h. Nas descidas, ou pedalávamos ou as bicicletas paravam. Por sorte, a chuva deu uma trégua depois do meio-dia e nossas vestimentas, encharcadas desde a manhã, finalmente secaram no nosso corpo.
Chegamos no Parque das Tuias à meia tarde, e nos divertimos com as esculturas em ferro que existem em frente a esse complexo turístico.  



(Guri é guri... podres de cansados, mas sem perderem o bom-humor)

Aos poucos as elevações pedregosas foram dando lugar aos campos e pastagens, e para todos os lados a paisagem é de encher os olhos.


Na chegada em Soledade, o Luiz Eduardo e eu posamos para a tradicional "foto de placa". Nesse caso, naquela indicativa da direção a ser tomada para Espumoso, Cruz Alta, Barros Cassal, entre outras.



Em função de tanta roupa molhada, os alforjes úmidos, resolvemos mudar a estratégia e nos hospedarmos no Hotel Nicolodi, bem na entrada da cidade. Nada como um banho reparador, toalhas secas, e uma cama confortável...
No restaurante onde jantamos, uma grata surpresa: um enorme painel reproduzia a formação do Salto do Yucumã. Confesso que fiquei arrepiado ao visualizar a fenda e a queda longitudinal de quase 2 km de extensão. E muito feliz com a emoção dos demais em reconhecer o destino da nossa expedição. Tenho certeza que se empolgaram ainda mais em continuar. Esse lugar vale todo o esforço que uma pedalada de 500 km para ir e 500 km para voltar demanda.


Hoje fizemos 70 km, 165 no total. 
Amanhã, o dia da pedalada mais extensa: 110 km até Sarandi. Tomara que sem vento e sem chuva (apesar de todas as previsões meteorológicas dizerem o contrário).
Bait'abraço!

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