Buenas, pessoal!
Ontem à noite, num hotel de posto de combustível, à beira da BR-386, em Seberi, a chegada de 2015 também teve comemoração, comes e bebes! Chegados na cidade à tardinha, quando muitos supermercados já estavam fechados, tivemos que improvisar no banquete da virada! Essa é a foto da mesa farta que o Paulo Augusto, o Luiz Eduardo e eu montamos no quarto.
E estava bom!
O problema foi a chuva que caiu ininterruptamente desde ontem à tardinha. Quando nos levantamos hoje de manhã, desci até o posto de combustível para ver como estava o tempo e me assustei com a cerração, com a chuva guasqueada pelo vento e com o frio inesperado que fazia em Seberi. Demoramos para nos animar a iniciar a pedalada rumo a Sarandi. Às 08h30min finalmente giramos o pedivela das bicicletas.
Que frio! Quase duas horas depois a temperatura estava em 17ºC, a chuva inclemente molhando-nos totalmente, encharcando os alforjes e seu conteúdo, deslubrificando as bicicletas, nos judiando morro acima pelo esforço e morro abaixo pelo enregelamento.
Nessas condições, o primeiro a acusar o pealo foi o Paulo Augusto: em determinado momento, parou na rodovia e sua boca estava roxa de frio, os dedos das mãos amortecidos, e tremia todo! Rapidamente o vestimos com outra camiseta de algodão, por baixo da roupa já molhada, para estabilizar a temperatura corporal, fizemo-lo ingerir glicose, e deixamos que ele disparasse na frente para reaquecer-se. Foi um santo remédio! Quando nos reagrupamos para o almoço, o piá já estava fazendo suas piadas infames, dançando e cantando, como sempre faz em cada parada.
Aí trocamos a roupa molhada por roupa seca, e fomos almoçar.
E coragem para recolocar a vestimenta molhada e retomar a pedalada! Eu só ouvia, de longe, os gritos dos dois guris, para espantar o frio da arrancada.
Foi tanta chuva que dezenas de cachoeiras se formaram na beira da estrada. Como esta região tem o relevo bastante acidentado, era evidente que esse mundo d'água desceria as encostas.
Aí quem se queixou foi o Luiz Eduardo. Dor nos joelhos. Também, pudera, 60 km percorridos só de manhã, nessas condições, judiaram não só do equipamento, mas também de quem conduzia as bicicletas. O ritmo ficou mais sereno e lentamente fomos aliviando as dores.
Somente à meia tarde a chuva deu uma trégua e os vales apareceram novamente diante de nossos olhos. Já disse mas não canso de repetir: é uma região belíssima do nosso Estado! E produzem muito vinho por aqui, há vinícolas, cantinas e tendas de produtos coloniais em todo o trecho. Vale a pena conhecer!
E vá pedal!
Finalmente às 17h, ensopados, exaustos, com as bicicletas ringindo, os alforjes encharcados (não há capa que resista a chuva dessa intensidade) chegamos em Sarandi, após 80 km percorridos.
O César Seghetto, a Luciane e a Fabíola já nos esperavam com o mate pronto, e outra vez ficamos constrangidos por tanta generosidade na acolhida.
Feriado, padarias e supermercados fechados, o jeito foi procurarmos uma cantina à beira da estrada e montarmos nosso café/janta com pão caseiro, copa, queijo, suco de vinho. Tudo fatiado e aquecido na chapa do fogão, foi uma lauta refeição. Restauradora, eu diria.
Já percorremos cerca de 580 km desde nossa saída, e, afora o furo na câmara do pneu da bicicleta do César, nenhuma delas apresentou qualquer problema mais sério, que não um ou outro parafuso solto, os espelhos frouxos, a deslubrificação do sistema de transmissão e marchas por conta da chuva. Prova do acerto na revisão das bicicletas e da qualidade dos equipamentos. Estou muito satisfeito!
Amanhã, o destino será a cidade de Mormaço, a 80 km daqui de Sarandi. Com previsão de muita chuva novamente. Já não estranhamos mais. Se não chover, algo está errado... hehehe...
Ah, encontrei a foto da Prefeitura de Sarandi ornamentada para o Natal. Fotografei o prédio quando por aqui passamos, na ida da viagem, mas o registro ficou na memória interna na máquina, só hoje a localizei. Olhem que espetáculo!
Bait'abraço!
Espero que todos continuem bem. Falta pouco...
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